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O Everest da sua carreira

O pico do Monte Everest, o mais alto do mundo, com seus 8.848 metros de altitude, há séculos continua sendo o grande símbolo de conquista e desafio para milhares de pessoas.

Ganhou esse nome em 1841, em homenagem a Sir George Everest, o primeiro ocidental a desenhá-lo. Até 2021, foram contabilizadas 10.656 expedições; entre 1922 e 2021 registraram-se 305 mortes por razões diversas: quedas, congelamento, exaustão, doenças e falta de oxigênio.

Mesmo assim o sonho persiste. Pessoas de nacionalidades e idades distintas, desde um americano de quatorze anos a um japonês de oitenta, tentaram colocar os pés no topo do mundo.

Empresas hoje muitas vezes imaginam a carreira como uma escada linear: um degrau de cada vez, seguindo “felizes” a uma trajetória vertical.

A verdade é outra: cada fase exigirá um conjunto novo de habilidades ou o aperfeiçoamento das antigas, e a escada torna-se desconhecida e indomável. A analogia correta é uma montanha, ou melhor, o Everest da sua carreira, com vários platôs.

Quando analisamos o percurso, é frequente o excesso de confiança nos conhecimentos técnicos. Assim como o alpinista treina para terreno fácil e controlado, você pode dominar seu papel atual. Mas novas responsabilidades chegam, novas pessoas, novos pares, novas culturas. O que antes parecia fácil se torna complexo.

O experiente alpinista Rahm Khadka, que orienta roteiros até o Everest, descreve sete fases: começa no acampamento-base, já a mais de 5.365 metros de altitude, e a escalada exige adaptações, pausas e respeito pelo ritmo da montanha. Igual para a carreira. Em cada nova base conquistada, aparece uma nova porta para se “escalar”.

Hoje, o mundo corporativo exige: aprender a trabalhar com equipes híbridas, liderar sem ver fisicamente todos, tomar decisões com dados e com empatia, converter automação em vantagem humana.

Segundo estudos recentes, crescer profissionalmente hoje não é subir o próximo degrau, é ampliar a zona de impacto, gerando valor em espaços inéditos.

Se você chegou até uma “base”, seja diretor, executivo ou empreendedor, o momento de glória pode ser curto. O ar rarefeito cobra: o controle, a influência, o hábito de liderar.O topo não garante respeito. Garantia é a relevância contínua.

Nesse ponto, revisar sua “bagagem” torna-se decisivo. Equipamentos são seus conhecimentos, rede de apoio, treino, gerenciamento emocional. Ficar preso no conforto do passado é o risco real.

Na gráfico da sua vida profissional, os degraus que você sobe imprimem sua história. Ela é uma jornada de autoconfiança e adaptação.

Porém, a partida para o próximo platô, só começa quando você dominar o clima, a temperatura, as diferentes pessoas e experiências da base atual.

Caso contrário, você partirá para uma nova escalada, que poderá ser fatal para a sua carreira.

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