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O Estojo da Pérola Mais Preciosa

Boyd K. Packer, um Apóstolo moderno, compartilhou uma ilustração em um de seus artigos que me marcou profundamente, há muitos anos. Ele contou a história de um joalheiro que recebeu uma pérola cuja beleza e preciosidade nunca havia visto antes.

O valor daquela pérola era tão grande que ele decidiu elaborar um estojo à sua altura. Passou dias na confecção da embalagem, usando um veludo dourado da melhor qualidade e acabamentos cuidadosamente trabalhados.

Finalmente chegou o grande dia de colocá-la na vitrine. Escolheu um local de destaque, contemplou a joia com orgulho e voltou ao balcão.

Algumas horas depois, um cliente observava fixamente a vitrine. Apontou para a pérola e pediu para vê-la. Para total desapontamento do joalheiro, o cliente não queria a pérola. Queria apenas comprar a embalagem.

Com essa história, Packer ilustrou como é fácil nos desviarmos do essencial e nos prendermos ao superficial, aparentemente mais atrativo. Nesta época do ano, esse tem sido um desafio pessoal para mim. Nem sempre tive o sucesso desejado.

O Natal é uma época deslumbrante. Papai Noel está por todos os lados. As crianças vibram com as luzes e com a expectativa do presente que irão ganhar. As lojas ficam cheias, as ofertas se multiplicam e as listas de compras parecem não ter fim.

O ano se encerra. As confraternizações se espalham pelos ambientes de trabalho. Somam-se a isso os preparativos para viagens de Ano Novo e férias.

Os dias 24 e 25 costumam ser marcados por uma correria frenética. Queremos deixar tudo pronto, ver todas as pessoas que precisamos ver, para não magoar ninguém. No final do dia 25, a exaustão é total.

Tudo parece importante. Mas, no fim, fica difícil separar a pérola da embalagem. As pérolas estão na reaproximação de quem magoamos ou de quem nos magoou. Estão naquele telefonema para uma pessoa especial que não vemos há muito tempo. Estão na conexão genuína da família, sem que seja necessário o incentivo do álcool.

Nas confraternizações, há quem busque apenas a embalagem da alegria superficial e, muitas vezes, artificial.

Por outro lado, há muitos que encontram a pérola ao oferecer apoio em um momento difícil, ao conhecer genuinamente um colega de trabalho ou ao repensar o próprio comportamento dentro do grupo.

Há muitas pérolas a serem encontradas se desviarmos, ainda que por um instante, os olhos da embalagem. A maior delas, a mais importante é a celebração do Aniversariante e do que isso realmente significa em nossas vidas. Afinal, é para esse fim, que existe precisamente este dia.

Como espectador, é fácil perceber tudo isso. Na prática, é um exercício difícil. Não tenho autoridade moral para ensinar ninguém, a não ser para estender um convite para que você tente fazer o mesmo.

Talvez você não encontre todas. Mas as poucas pérolas que conseguir identificar darão ao seu Natal um significado completamente diferente.

E, no fim, é isso o que realmente importa!

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