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Cuidado: seu chefe pode ter a Síndrome de Putin

Paul Krugman, economista, Nobel de Economia, autor de livros e colunista do New York Times, em um artigo publicado no início da guerra na Ucrânia afirmou:

“Em menos de cinco semanas, Putin destruiu a reputação do Exército russo. Como ele pode ter cometido um erro tão catastrófico? Parte da resposta reside sem dúvida na síndrome do homem-forte. Putin cercou-se de pessoas que lhe dizem apenas o que ele quer escutar.”

Com essa atitude arrogante, está mais preocupado em manter inquestionável a sua superioridade autoritária. O resultado acaba sendo o de podar a criatividade de seu time e o livre fluxo de ideias.

Essa realidade está presente em muito mais organizações do que podemos imaginar, com gestores que acreditam que o título do cartão de visita traz, de repente, todo o conhecimento necessário para todas as decisões.

Quando alguém com essas características é promovido de dentro da companhia e se torna o seu chefe, é mais fácil preparar-se. Mas e quando você é recém-contratado e passou por uma entrevista com um futuro chefe muito amável?

Lembre-se de que Putin é um excelente anfitrião, mas elimina seus inimigos políticos em qualquer parte do mundo.

O que acontece quando, após algum convívio, você cai na dura realidade de que o seu gestor tem a síndrome?

Algumas opções estarão disponíveis para a sua decisão.

Você pode adaptar-se plenamente ao estilo, e será o melhor dos mundos por algum tempo, até que suas ideias comecem a ser podadas e você trabalhe apenas pelo dinheiro. Familiar? Já conheceu alguém assim?

Seu talento como ator ou atriz poderá ser tão refinado que você se adapte plenamente ao papel de fingir. Muito sucesso no início, mas você se torna um candidato preferencial para ser atingido por uma depressão. Conviver com um “eu” já é complicado. Imagine com dois.

Nada agrada mais um gestor com a síndrome do que ser o dono de todas as ideias. Nesse caso em particular, você pode construir soluções que sejam aceitas e apresentadas por ele em público como se fossem dele. Você sobrevive, tem sempre a proteção do gestor, mas viverá na sombra. O herói será sempre ele. Por quanto tempo você aguenta?

Além da possibilidade de pedir demissão, você poderá ser expulso por essa cultura. Foi o que aconteceu comigo. As áreas de atrito eram grandes nas ideias, não no tratamento pessoal, e a corda arrebentou do lado mais fraco.

Foi um período difícil, até que um headhunter me disse: “Você não imagina quantos executivos perdem o emprego pela simples falta de química”. Com essa frase, recuperei minha autoestima e segui em frente.

Líderes tóxicos, controladores, que se cercam apenas de pessoas que dizem o que eles querem ouvir são mais comuns do que parece.

E você? Já passou por algo assim? Como lidou? Qual foi o custo emocional? E se ainda convive com esse tipo de liderança, o que te impede de reagir?

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