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As Raízes da Resiliência

Em 2011, na cidade de Ishinomaki, no Japão, um tsunami devastador varreu bairros inteiros. No meio do cenário de destruição, um fato surpreendente chamou a atenção: uma única árvore permaneceu de pé entre milhares que foram arrastadas. Era um pinheiro solitário, único sobrevivente entre mais de 70 mil árvores.

A força estava invisível; não no tronco, mas nas raízes.

Essa imagem é perfeita para representar a resiliência na carreira. A árvore ficou de pé porque suas raízes sustentaram o impacto. Assim também é com profissionais que resistem a grandes pressões: só permanecem firmes os que têm raízes fortes.

A expressão “resiliência” ficou tão popular, quase banalizada, que deixamos de pensar no quanto ela é realmente usada, ou mal-usada.

Por exemplo: pode-se aplicá-la àquele que tem “resistência” por estar constantemente sendo advertido pela falta de pontualidade? Ou àquela que perdeu uma oportunidade por não ter a escolaridade necessária, e agora “persevera” em busca de outra?

E o indivíduo que sofre pressão no trabalho por causa de seu mau temperamento? Não acredito que possamos chamar isso de resiliência, quando se trata de consequências dos nossos próprios erros e decisões.

Há também os que usam a expressão para problemas corriqueiros: a irritação com o trânsito quando se atrasa para uma reunião importante, um atrito com o chefe ou o estresse quando a babá falta e a profissional precisa ser mãe presencial e executiva online ao mesmo tempo.

Resiliência se aplica quando passamos por verdadeiras tempestades e vendavais da vida profissional. É quando nossa capacidade de resistir é realmente testada.

Não vou dar exemplos aqui, pois cada experiência é muito pessoal. Mas são aqueles momentos de “aço sendo temperado no fogo ardente”. Estão fora da rotina, e não são frutos de nossas falhas. Você sabe bem do que estou falando. Aquela circunstância em que você se sente só, talvez injustiçado, e surgem perguntas difíceis: “Por que eu?”, “Por que agora?”, “Será que tenho capacidade de suportar?”

Nessa hora, as raízes precisam estar bem fincadas. Posso citar algumas: possuir princípios éticos sólidos, que não desmoronam sob pressão; manter um aprendizado contínuo, tanto profissional quanto pessoal; cultivar uma vida equilibrada, pois ninguém resiste ao extremo se o resto da vida estiver em colapso.

Uma raiz fundamental é entender seu propósito de vida, colocando o trabalho dentro desse contexto, e não como o propósito em si. Como disse Viktor Frankl: “Aquele que tem um porquê, enfrenta qualquer como.”

Uma convicção: assim como o pinheiro de Ishinomaki, você não precisa ser o mais forte nem o mais alto. Quando o tsunami vier, precisa estar bem enraizado.

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